quinta-feira, 31 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A preocupação

A preocupação leva a pessoa a um estado de espírito que não condiz com o comportamento cristão.


A palavra “preocupação” é a junção de duas outras: “pré+ocupação”, e significa ocupar antes, no sentido de se ocupar com algo ou alguma coisa antes que aconteça. De acordo com a Palavra de Deus, a preocupação provoca inquietação e ansiedade.

O Senhor Jesus ensinou que Seus discípulos não deveriam se preocupar com o dia de amanhã, porque, se crêem em Deus, devem ter a confiança de que Ele é capaz de suprir todas as suas necessidades. Quando Ele ensina que Deus alimenta as aves dos céus e que qualquer um dos Seus seguidores não pode acrescentar uma medida à sua estatura, estava chamando a atenção para o fato de que esse tipo de espera e confiança em Deus não caracteriza ociosidade, mas falta de ansiedade.

A resposta do Senhor Jesus é que Deus, o Pai, é a fonte de todo o bem de que necessitamos e que Ele está constantemente zelando por nós a fim de que nada nos falte. “Não procureis, pois, o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, e não andeis preocupados”. (Lucas 12.29).

A preocupação perturba nossas condições psicológicas e pode até ser a causa de doenças. Quando não é diretamente destrutiva pode, no mínimo nos transformar em covardes, pois, preocupados com esse ou aquele desfecho, às vezes nos faz calar ou nos bloquear, nos impedindo de tomar certas atitudes. “Quando, pois, vos conduzirem para vos entregar, não vos preocupeis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós que falais, mas sim o Espírito Santo”. (Marcos 13.11).

Por menor que seja o efeito da preocupação, ele é extremamente nocivo. No mínimo, não serve para nada, não tem nenhuma finalidade e nada apresenta de positivo, nem mesmo no sentido intelectual ou no campo do conhecimento. Há muitas pessoas, por exemplo, que se dedicam a examinar filosofias, doutrinas e práticas religiosas, preocupadas com o que seria melhor para Deus, ou desconfiadas se a fé que professam está mesmo dentro da verdade.

Esse tipo de preocupação só é relativamente válido para quem não conhece a Palavra de Deus ou ainda não teve uma experiência pessoal com o Senhor Jesus, mas para estes últimos a graça de Deus é suficiente: “Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas; porque é bom que o coração se fortifique com a graça, e não com alimentos, que não trouxeram proveito algum aos que com eles se preocuparam”. (Hebreus 13.9).

Há também aquele tipo de preocupação com as coisas de Deus, mas no sentido de cuidados com o que perece. É claro que é importante cuidar da igreja, dos objetos do culto, da evangelização, do templo, da administração financeira e funcional das empresas da igreja etc. Mas tudo isso tem que ser feito considerando-se que em primeiro lugar está o próprio Deus e a nossa comunhão com Ele.

No episódio narrado em Lucas 10, o Senhor Jesus foi à casa de Lázaro e lá foi atendido pelas suas duas irmãs, Marta e Maria. Marta, preocupada em agradar a Jesus, possivelmente envolvida com a arrumação da casa e preparação de um lanche ou uma refeição para servir ao Mestre, reclamou com Ele, porque Maria, sua irmã, apenas se deliciava em conversar com Ele e ouvi-Lo. O Senhor Jesus, repreendendo-a, respondeu dizendo que Maria tinha escolhido a melhor parte.

“Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude (...), entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. (Lucas 10.40-42).

O bispo Macedo costuma estabelecer uma escala de prioridades para o cristão; primeiro: Deus; segundo: a família; e terceiro: a obra de Deus. Isso quer dizer que se a pessoa é de Deus, então coloca o Senhor em primeiro lugar na sua vida. Tem gente que vive preocupada com as coisas de Deus (igrejas, templos, objetos etc.) e pensa que isso implica em que Deus esteja em primeiro lugar. Não é assim.

Colocar Deus em primeiro plano significa estar espiritualmente voltado para ele, buscar a santificação e alicerçar n’Ele a fé. Isso acontece no plano espiritual mesmo, e não no fazer ou deixar de fazer coisas.

Quando tudo vai bem nessa área, então vem a segunda, que é a da família, o núcleo essencial de formação do caráter e da sociabilidade do indivíduo. A obra de Deus vai ser feita conseqüentemente e com naturalidade se o homem e a mulher de Deus estiverem bem nessas duas primeiras áreas:

“Buscai antes o Seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas” (Lucas 12.31).

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