quinta-feira, 24 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A incredulidade

Todo cristão sabe que sem fé é impossível agradar a Deus e que as bênçãos só podem ser recebidas pela fé. Entretanto, muita gente se pergunta o porquê de não conseguir ter fé suficiente para ser curada, abençoada, ou até mesmo para se dedicar com mais afinco à obra de Deus. Acontece que existem os inimigos da fé, sentimentos ou atitudes que cooperam para que a pessoa não creia no que diz a Palavra de Deus e nem obtenha a certeza daquilo que espera.

Dar atenção ou ser influenciado por esses inimigos é tudo o que o diabo deseja do cristão. Não podendo destruir-nos, o inimigo da nossa alma procura minar a confiança de tal maneira que o cristão venha transformar sua vida em uma mera adesão formal, intelectual ou subjetiva ao cristianismo. A fé verdadeira, concreta, prática e que conduz à vitória, fica assim completamente ausente da vida das pessoas e igrejas, as quais passam a viver apenas de palavras bonitas e reuniões eclesiásticas vazias, que não levam a lugar nenhum.

A incredulidade é a maior inimiga da fé. É a sua oposição. Se a fé é “o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem”. (Hebreus 11.1), a incredulidade é o contrário, a falta de fundamento para se esperar alguma coisa e a ausência total de elementos para se acreditar no que não se está vendo.

São muitas as razões que levam uma pessoa a ser incrédula: ausência de formação religiosa, religiosidade distorcida, decepções com a igreja, formação escolar e acadêmica ateístas, interpretação materialista da vida e, é claro, a ação estratégica do diabo, que deseja cada vez mais ver o ser humano afastado do seu Criador, são algumas delas. É bom saber, entretanto, que ninguém nasce incrédulo.

Na realidade, o ser humano sente a necessidade de Deus. Estudos antropológicos mostram que em todas as tribos primitivas há indícios da prática da religião ou da busca de uma divindade. Pode-se dizer que a alma humana, em qualquer condição, tempo ou parte do mundo anseia por Deus.

A fé é uma atitude bilateral. De um lado é concedida por Deus, vem d’Ele, e de outro é recebida pelo ser humano de acordo com sua vontade “porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2.8). “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17). Daí a necessidade de a igreja anunciar a Palavra do Senhor Jesus. É por isso que aqueles que são chamados para fazer a obra de Deus se empenham de corpo, alma e espírito e oferecem ao Senhor os seus sacrifícios, de modo a contribuírem para que outras pessoas também sejam salvas.

Ninguém pode dizer que não tem “vocação” para ser cristão, como muitos fazem, para se desculpar por não aceitar o Senhor Jesus Cristo e confiar n’Ele. Desde o momento em que ouve a Palavra, a pessoa deve abrir o seu coração e deixar essa Palavra agir na sua mente, no seu interior, a fim de que a possa crer. Os grandes aliados da incredulidade são a indiferença, o conformismo e a falta de motivações, por isso a Igreja não pode ser tradicionalista, fria, burocrática, não pode ser transformada apenas em uma espécie de clube de serviços, como acontece com muitas. Ela deve ser viva, dinâmica e impulsionada pelo Espírito Santo para sacudir a pessoa, anunciando-lhe a verdadeira vida, abrindo seus olhos para que o Senhor Jesus quer fazer com ela dando-lhe condições para servi-Lo e fazer a Sua obra.

Diferentemente do que muita gente pensa, incredulidade não é a mesma coisa que impiedade. Muitos cristãos rotulam de ímpios aqueles que não são membros das suas igrejas ou que ainda não confessaram aceitar ao Senhor Jesus como Senhor e Salvador. O incrédulo é aquele que não acredita nas promessas da Palavra de Deus por vários motivos, dentre eles os que já foram citados; o ímpio, por sua vez, é aquele que é propositadamente incrédulo e herege, que além de não crer, se posiciona contra aqueles que crêem.

“Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor Jesus Cristo” (Judas1.4).

A incredulidade é um grande inimigo da fé, entretanto não basta crer par ser um cristão. Muitos crêem em muitas coisas. Há necessidade de crer no nome do Senhor Jesus Cristo, ou seja, que Ele é Deus e faz o que promete na Sua Palavra, cheio de amor, a chave que abre todas as portas, inclusive a do coração, para que Deus possa entrar:

“Ora, o seu mandamento é esse, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou” (João 3.23).

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