quinta-feira, 31 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A preocupação

A preocupação leva a pessoa a um estado de espírito que não condiz com o comportamento cristão.


A palavra “preocupação” é a junção de duas outras: “pré+ocupação”, e significa ocupar antes, no sentido de se ocupar com algo ou alguma coisa antes que aconteça. De acordo com a Palavra de Deus, a preocupação provoca inquietação e ansiedade.

O Senhor Jesus ensinou que Seus discípulos não deveriam se preocupar com o dia de amanhã, porque, se crêem em Deus, devem ter a confiança de que Ele é capaz de suprir todas as suas necessidades. Quando Ele ensina que Deus alimenta as aves dos céus e que qualquer um dos Seus seguidores não pode acrescentar uma medida à sua estatura, estava chamando a atenção para o fato de que esse tipo de espera e confiança em Deus não caracteriza ociosidade, mas falta de ansiedade.

A resposta do Senhor Jesus é que Deus, o Pai, é a fonte de todo o bem de que necessitamos e que Ele está constantemente zelando por nós a fim de que nada nos falte. “Não procureis, pois, o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, e não andeis preocupados”. (Lucas 12.29).

A preocupação perturba nossas condições psicológicas e pode até ser a causa de doenças. Quando não é diretamente destrutiva pode, no mínimo nos transformar em covardes, pois, preocupados com esse ou aquele desfecho, às vezes nos faz calar ou nos bloquear, nos impedindo de tomar certas atitudes. “Quando, pois, vos conduzirem para vos entregar, não vos preocupeis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque não sois vós que falais, mas sim o Espírito Santo”. (Marcos 13.11).

Por menor que seja o efeito da preocupação, ele é extremamente nocivo. No mínimo, não serve para nada, não tem nenhuma finalidade e nada apresenta de positivo, nem mesmo no sentido intelectual ou no campo do conhecimento. Há muitas pessoas, por exemplo, que se dedicam a examinar filosofias, doutrinas e práticas religiosas, preocupadas com o que seria melhor para Deus, ou desconfiadas se a fé que professam está mesmo dentro da verdade.

Esse tipo de preocupação só é relativamente válido para quem não conhece a Palavra de Deus ou ainda não teve uma experiência pessoal com o Senhor Jesus, mas para estes últimos a graça de Deus é suficiente: “Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas; porque é bom que o coração se fortifique com a graça, e não com alimentos, que não trouxeram proveito algum aos que com eles se preocuparam”. (Hebreus 13.9).

Há também aquele tipo de preocupação com as coisas de Deus, mas no sentido de cuidados com o que perece. É claro que é importante cuidar da igreja, dos objetos do culto, da evangelização, do templo, da administração financeira e funcional das empresas da igreja etc. Mas tudo isso tem que ser feito considerando-se que em primeiro lugar está o próprio Deus e a nossa comunhão com Ele.

No episódio narrado em Lucas 10, o Senhor Jesus foi à casa de Lázaro e lá foi atendido pelas suas duas irmãs, Marta e Maria. Marta, preocupada em agradar a Jesus, possivelmente envolvida com a arrumação da casa e preparação de um lanche ou uma refeição para servir ao Mestre, reclamou com Ele, porque Maria, sua irmã, apenas se deliciava em conversar com Ele e ouvi-Lo. O Senhor Jesus, repreendendo-a, respondeu dizendo que Maria tinha escolhido a melhor parte.

“Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude (...), entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. (Lucas 10.40-42).

O bispo Macedo costuma estabelecer uma escala de prioridades para o cristão; primeiro: Deus; segundo: a família; e terceiro: a obra de Deus. Isso quer dizer que se a pessoa é de Deus, então coloca o Senhor em primeiro lugar na sua vida. Tem gente que vive preocupada com as coisas de Deus (igrejas, templos, objetos etc.) e pensa que isso implica em que Deus esteja em primeiro lugar. Não é assim.

Colocar Deus em primeiro plano significa estar espiritualmente voltado para ele, buscar a santificação e alicerçar n’Ele a fé. Isso acontece no plano espiritual mesmo, e não no fazer ou deixar de fazer coisas.

Quando tudo vai bem nessa área, então vem a segunda, que é a da família, o núcleo essencial de formação do caráter e da sociabilidade do indivíduo. A obra de Deus vai ser feita conseqüentemente e com naturalidade se o homem e a mulher de Deus estiverem bem nessas duas primeiras áreas:

“Buscai antes o Seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas” (Lucas 12.31).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A confiança no homem

“Assim diz o SENHOR: Maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jeremias 17.5)

Não se pode viver sem confiar em alguém. As circunstâncias da vida diária freqüentemente nos colocam em situações que temos de confiar em outras pessoas. Quando fazemos uso de um transporte público, como, por exemplo, um ônibus, confiamos que o motorista não irá bater e que nos levará em segurança ao nosso destino.

Quando nos submetemos a uma consulta médica confiamos que o médico avaliará corretamente os sintomas e dará um diagnóstico correto, receitando o medicamento adequado para o quadro clínico apresentado. Quando atravessamos uma ponte, confiamos que o engenheiro que fez os cálculos para a sua construção os executou com precisão e que os construtores utilizaram o traço correto na mistura de cimento, areia lavada, pedra e água, tornando o concreto resistente aos esforços aplicados.

Apesar da nossa confiança, inúmeros são os casos de acidentes de trânsito envolvendo ônibus, táxis e “vans”; diagnósticos médicos errados, os quais resultam até em morte, pontes e viadutos que desabam, porque o ser humano é corrupto, sujeito ao brilho nefasto deste mundo, propenso a falhas, e isso faz parte da sua natureza, advinda da queda. Caso contrário, seríamos todos perfeitos e não necessitaríamos nem mesmo da salvação; o Senhor Jesus teria derramado o Seu precioso sangue em vão e seríamos semelhantes ao Pai.

Quando a Bíblia diz: “maldito o que confia no homem” está se referindo principalmente às questões relativas às coisas de Deus e especialmente à nossa salvação, porque só o Senhor Jesus é capaz disso.

Muitas são as pessoas que confiam em horóscopos, búzios, bolas de cristal, tarô, adivinhadores e prognosticadores e prognosticadores, falsas religiões, métodos e seitas ou até mesmo no pastor ou bispo. Vemos diariamente na televisão pessoas que se dizem capazes de prever o futuro convidando os telespectadores a lhes telefonarem (ou enviar um SMS) para receberem a orientação nas decisões importantes de suas vidas, a um custo superfaturado por cada ligação, esta tem sido uma excelente fonte de renda para esses prognosticadores.

No finais de ano, principalmente, vários praticantes de diversos ramos do espiritismo são convidados a comparecerem em programas de televisão para supostamente desvendarem tudo o que vai acontecer no próximo ano. Alguns lançam até uma nuvem negra sobre a vida de personalidades famosas da sociedade prevendo-lhes a morte.

É notório em todo o mundo que o Senhor Jesus tem operado grandes milagres na vida de muitas pessoas na Igreja Universal do Reino de Deus. Através dos testemunhos divulgados pela nossa mídia muitos tem chegado aos nossos templos e, após terem aceitado o Senhor Jesus como seu Salvador, tem passado pelo novo nascimento e experimentado bênçãos sem par.

Infelizmente existem aqueles, com base nos milagres testemunhados, depositam sua fé na própria Igreja Universal. Outros acreditam que o Senhor só manifesta Seu poder nas reuniões de determinados pastores ou bispos, e há ainda os que crêem que serão abençoados porque “a fé do pastor é muito forte”.

Tudo engano, tudo ilusão. Nossa fé e confiança têm de estar em Deus, conforme nos diz a Sua Palavra: “Bendito o varão que confia no SENHOR, e cuja esperança é o SENHOR. Porque é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se fadiga, nem deixa de dar fruto”. (Jeremias 17.7-8).

terça-feira, 29 de março de 2011

Os inimigos da Fé: As obras

“Sabendo, contudo que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada”. (Gálatas 2.16).

A justificação do homem, ou seja, o processo por meio do qual o ser humano pode ser considerado justo diante de Deus, se dá naturalmente, pela fé, entretanto, para que este se torne um verdadeiro cristão, há necessidade de que pratique essa fé, e isso acontece por meio das obras que realiza.

Assim, fé e obras são semelhantes a dois remos em um pequeno barco: se usamos apenas um deles, o barco ficará girando em torno de si mesmo, pois só com dois remos funcionando harmoniosamente é que o barco poderá seguir para frente e alcançar o seu destino. A fé necessita das obras para que seja evidenciada e as obras só são válidas quando frutos da fé.

As obras realizadas sem o fundamento da fé, ou sem ser conseqüência desta, não têm valor algum diante de Deus. É possível praticar boas obras pelos mais diversos interesses. É o caso, por exemplo, de políticos que às vezes empreendem grandes campanhas filantrópicas com o único objetivo de se tornarem populares em futuras eleições.

Muitas pessoas praticam boas obras com a finalidade de aparecer, lucrar anunciando seus produtos, conquistar amizades ou passar imagens positivas visando a determinados objetivos.

Muitos cristãos, infelizmente, praticam boas obras com medo de Deus, almejando “ganharem pontos” para a salvação, melhorar seu galardão no Reino dos Céus ou mesmo na tentativa de conquistar determinadas funções dentro da hierarquia religiosa.

O que há de mais perigoso e que transforma as obras em um verdadeiro inimigo da fé é considerá-las como meio mais eficiente para alcançar a salvação. Muitas pessoas se acham merecedoras das bênçãos de Deus pelo simples fato de praticarem boas obras. Uma senhora certa vez nos afirmou que tinha certeza da sua entrada no Reino dos Céus porque se considerava muito bondosa. Interessante é que sua bondade se resumia praticamente em alimentar os gatos que viviam soltos no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Alimentar ou cuidar de animais abandonados, distribuir dinheiro aos pobres e carentes, contribuir para a manutenção de instituições de caridade, como por exemplo asilos e orfanatos e coisas semelhantes a estas são válidas e louváveis; entretanto, nem sempre são produtos da fé e por isso mesmo não garantem o perdão dos pecados cometidos nem a salvação da qual o Senhor Jesus é mediador. “Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, que tem de se gloriar, mas não diante de Deus”. (Romanos 4.2).

O Senhor Jesus prometeu enviar o Espírito Santo aos Seus seguidores. No dia de Pentecostes, Ele foi derramado sobre os discípulos, que se encontravam reunidos no cenáculo.

A ordem do Mestre era que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos. O Senhor Jesus não exigiu obras ou qualquer outra coisa que não fosse a fé para encher de poder os Seus seguidores.

“Se isto quero saber de vós: Foi por obras da lei que recebeste o Espírito ou pelo ouvir com fé? (Gálatas 3.2).

Existem várias religiões e até mesmo doutrinas com suposta base bíblica a que atribuem às obras a condição de justificar o ser humano, ou seja, considerá-lo justo, sem dívida ou culpa diante de Deus pelo simples fato de praticar o amor ao próximo. O espiritismo, por exemplo, consagra a caridade como único meio de conduzir a alma humana a Deus ou à purificação do espírito na sua caminhada para a perfeição.

O catolicismo romano também atribui excepcional valor à prática das obras. Os “santos”, por exemplos, são canonizados após um longo processo de avaliação das obras praticadas durante sua vida terrena. No imaginário popular as pessoas consideradas boas por aquilo que fizerem nesta vida são aceitas como “santas” e tem lugar garantido no céu.

A Bíblia chama de “obras da lei” as ações praticadas ora por obediência ora por certa religiosidade. Por melhores que sejam essas obras, não tem o aval de Deus. “Onde está logo a jactância? Foi excluída. Por que lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. (Romanos 3.28).

Há cristãos que vivem o que podemos chamar de “fideísmo”, ou seja, a fé pela fé. Assim sendo, imaginam que basta crer, orar, jejuar, assistir a reuniões e esperar em Deus que tudo estará resolvido. Não entendem que Deus faz a Sua parte, mas o homem precisa fazer a sua.

Por outro lado, o apóstolo Tiago deixa bem claro que apenas a fé, sem nenhuma prática, o que obviamente consiste em obras, não tem valor algum. As obras têm, portanto, grande valor desde que sejam praticadas como conseqüência da fé.

“Que proveito há, meus irmãos, se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: tu tens fé, e eu tenho obras; mostrarei a minha fé pelas obras”. (Tiago 2.14 17-18).

As obras podem, portanto, ser grandes inimigas da fé, conforme acabamos de demonstrar, quando são usadas para substituí-la no que se refere à salvação e à comunhão com Deus.

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam”. (Hebreus 11.6).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A fé na fé

Pode parecer estranho, mas existe um tipo de fé que é um dos grandes inimigos da verdadeira fé. Podemos, para compreender melhor, designar esse tipo de fé na fé. Consiste na atitude de crer e esperar, porém não em Deus ou no Senhor Jesus Cristo, por intermédio das Suas promessas, mas em uma espécie de convicção de que tal coisa vai acontecer custe o que custar simplesmente pelo fato de se ter a certeza interior.

Alguns escritores seculares que ganham muito dinheiro explorando esse tipo de atitude falam de “fé positiva” ou “pensamento positivo” caracterizados por uma certeza mágica e obsessiva de um acontecimento que seja da vontade da pessoa. É como se brotasse do interior do indivíduo uma força capaz de produzir os objetivos do seu desejo.

Existem até gestos e atitudes, expressões que são sinais externos da transmissão desse “poder”, como segurar as mãos fortemente (os jogadores fazem muito isso), fechar os olhos e cerrar os punhos, impor as mãos como se tivesse comunicando algo etc.

Alguns desses gestos são feitos também nas orações do povo de Deus, mas a diferença é, no nosso caso, não atribuirmos a eles nenhuma força ou poder. É apenas conseqüência das orações ou símbolos do que estamos falando, pois acreditamos que o poder para nos conceder o que desejamos ou pedimos se concentra única e exclusivamente em Deus.

A fé na fé faz com que as pessoas acreditem na força da fé em si mesma, sem sentido ou direção. Deus ou o Senhor Jesus não fazem necessários para quem age assim. Basta crer, esperar, confiar, ter certeza ou coisa assim, de que vai acontecer.

Não é raro ouvirmos alguém dizer que pode-se ter fé em um ventilador em uma pedra ou qualquer outra coisa, para se conseguir algo. A fé na fé é uma ilusão desnecessária. Não tem qualquer efeito, mesmo o “psicológico”. Quanto à fé em coisas como pirâmides, cristais, cores, luzes e tantos outros fetiches nos quais muitos acreditam existirem “forças” naturais, energéticas ou místicas, tudo isso não passa de ilusão ou mentira provocadas pelo diabo. O caminho para a idolatria, que é também a adoração de objetos, fica aberto com essas atitudes.

Segundo a Palavra de Deus, os que assim procedem têm uma fé doentia, baseada em fábulas ou ensinamentos humanos: “Este testamento é verdadeiro. Portanto repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé, não dando ouvidos a fábulas judaicas, nem a mandamentos de homens que se desviam da verdade”. (Tito 1.13-14).

O que caracteriza a religião da modernidade são as fábulas, lendas e mitos nos quais as pessoas se apegam para desenvolver a sua espiritualidade. É uma esperteza demoníaca, uma vez que o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, apesar de caído, tem necessidade de crer e exercer a fé.

Da mesma maneira como o Senhor Deus coloca diante do homem a Sua Palavra e lhe dá condições para crer, o diabo também apresenta os seus caminhos, as suas doutrinas, para desviar o homem dos caminhos de Deus. Por isso, ele leva as pessoas a crer, mas de maneira errada e doentia. Ou faz com que as pessoas creiam nas suas obras (do diabo), ou estabelece outros meios que aparentemente são legítimos, mas não são verdadeiros, como a fé na fé.

A Bíblia diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem”. (Hebreus 11.1). Ela continua afirmando que “pela fé os antigos obtiveram bom testemunho”. (11.2). E ainda: “pela fé entendemos que o universo foi criado pela Palavra de Deus...” (11.3).

Isso significa que há somente um tipo de fé de que nos fala a Palavra, que nos garante o fiel e verdadeiro cumprimento da vontade de Deus; o fundamento do que se espera e a certeza do que não se vêem, baseados nos testemunhos e na convicção do que a própria Palavra de Deus revela. Ou seja, a verdadeira fé bíblica e não produto de considerações filosóficas, místicas, psicológicas ou coisas assim. A fé que agrada a Deus é alicerçada na Sua Palavra. No livro de Hebreus, capítulo 11, vemos exemplos de atitudes de fé nos quais as pessoas deixam bem claro que sua fé era produto de um compromisso com Deus firmado após demonstrarem forte experiência com Ele:

“Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia (...) porque aguardava a cidade que tem fundamento, da qual Deus é o arquiteto e edificador”. (Hebreus 11. 8-10).

domingo, 27 de março de 2011

Os inimigos da Fé: O medo

“Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me”. (Mateus 14.30).

O medo é um inimigo tão forte que não somente pode inibir a fé, mas também cegar a pessoa quanto às evidências, por mais claras que sejam. No capítulo 14 de Mateus, temos uma narrativa na qual o Senhor Jesus estava caminhando sobre as águas e atendendo ao pedido de Pedro, ordenou que este fosse ao Seu encontro. O discípulo, maravilhado e meio assustado, de repente se viu caminhando também sobre as águas, mas ao sentir o vento teve medo e, por isso, começou a afundar.

Pedro tinha fé, tanto que começou a caminhar sobre as águas; contava com a ajuda dos seus companheiros que haviam ficado no barco e, o mais importante, estava diante do Senhor Jesus que o assistia e fortalecia, no entanto, como diz o texto bíblico, começou a submergir.

O milagre não aconteceu completamente e de quem foi a culpa? Do Senhor Jesus? Claro que não. Apesar de todas as coisas estarem contribuindo para que Pedro pudesse andar tranqüilamente sobre as águas, isso não aconteceu. O vento foi mais forte do que a sua frágil fé, a ponto de impedir que ele chegasse ao seu destino.

Muitas pessoas vivem neste mundo situações semelhantes, no que se refere a sua fé em Deus. É certo que muitos cristãos, inclusive, não estão recebendo as bênçãos que o Senhor Jesus tem prometido. Há quem culpe o diabo, a igreja, os pastores e até mesmo o próprio Deus por não receber um milagre pelo qual está esperando às vezes por muito tempo, quando a culpa é sua mesma.

O medo é um desses inimigos da fé que muitas vezes se escondem e só aparecem na hora da maior necessidade. Quantas pessoas têm medo de obedecer ao Senhor Jesus quando Ele afirma que é preciso abandonar tudo, se necessário for, para segui-Lo.

Quantos jovens e adultos ficam pensando no seu futuro, na sua segurança pessoal, na segurança da família, no bem-estar, e morrem de medo de deixar um emprego ou renunciar a uma carreira para servir a Deus? Muitos têm medo de perder a “reputação” para se transformar em um homem ou em uma mulher de Deus. Ficam pensando no que vão falar os familiares, os amigos etc.

Há situações em que a pessoa chega mesmo a ter medo de Deus. Isso normalmente acontece quando se está afastado do Senhor. A consciência humana adverte naturalmente a pessoa de modo que um pecado escondido ou uma prática pecaminosa qualquer faz com que a presença de Deus seja motivo de temor, em vez de alegria e júbilo. Isso explica a causa de muitas pessoas terem verdadeiro pânico da igreja e não gostarem de falar das coisas de Deus.

Foi isso o que aconteceu com Adão, segundo a narrativa bíblica. Depois de ter desobedecido ao SENHOR e ter comido do fruto proibido, teve medo de Deus a ponto de se esconder d’Ele: “Respondeu-lhe o homem: ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me”. (Gênesis 3.10).

Quando a pessoa está realmente envolvida com Deus e vive no Seu amor, então não tem medo de nada. É certo que os ventos deste mundo são muito fortes e fazem de tudo para nos derrubar. As tempestades desta vida tentam lançar por terra o cristão, mas se este for fiel e estiver edificado na Rocha que é o Senhor Jesus, então resistirá firmemente. O vento pode soprar à vontade, mas não pode nem “balançar” aquele que está alicerçado na Palavra e no amor de Deus.

No caso de Adão, ele tinha medo de Deus porque estava preocupado com o castigo para o seu pecado. Quem está firme na presença do Senhor Jesus deve estar convicto que o Seu amor já providenciou o perdão e todas as bênçãos contidas na Sua Palavra, por isso não tendo motivo para esperar um castigo, ama ao Senhor de todo o coração e n’Ele confia inteiramente: “No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor”. (1 João 4.18).

Não é novidade alguma afirmar que, de um modo geral, as pessoas têm medo do diabo. Pudera... Pela maneira como ele é pintado, sua figura e suas ações realmente assustam. O que não se justifica é que o cristão tenha medo dele. Ele já está vencido pelo Senhor Jesus e, embora se esperneie para tentar derrotar os cristãos, se estes assumirem sua fé, não têm o que temer.

O que faz, entretanto, com que um cristão tenha medo do diabo? Ou a completa desinformação sobre o poder de Deus, que nos garante a vitória, ou como já foi dito, uma vida associada ao pecado. É por isso que a Bíblia afirma que os medrosos não herdarão o Reino de Deus, pelo contrário, estão destinados ao lago de fogo: “Mas, quanto aos medrosos, aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte”. (Apocalipse 21.8).

Se você quer abolir para sempre o medo de sua vida, observe, pelo menos, o seguinte: entregue os seus caminhos e a sua vida a Deus. Confesse a Ele os seus pecados e confie no perdão divino. Creia que o Senhor Jesus já venceu o diabo, a morte e todo mal, fazendo de você, se O aceitar, uma pessoa vencedora. Saiba que nenhuma força, nem mesmo o diabo, nada podem contra você se sua vida está realmente nas mãos de Deus. Confie que tudo é possível àquele que caminha olhando para a frente, para o Senhor Jesus.

sábado, 26 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A “razão”

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. (Romanos 12.1)



Uma das principais diferenças entre o ser humano e os animais é justamente a razão: a nossa capacidade de avaliar, ponderar e julgar ideias, estabelecendo relações lógicas. É essa nossa racionalidade que nos possibilita diferenciarmos, inclusive, o certo do errado.

Em princípio, a razão é de fundamental importância, pois é ela que nos situa no nosso contexto sócio-cultural; é ela que orienta o nosso comportamento no dia-a-dia, nas mais diversas situações que são apresentadas.

A razão, é bom frisarmos, não é contrária à fé; ela nos ajuda a compreendê-la. Existe, contudo, um outro tipo de racionalidade, que se caracteriza não só pela tentativa de explicar tudo do ponto de vista material e concreto, buscando em tudo uma explicação lógica, mas que também despreza completamente uma compreensão espiritual das coisas, bem com a própria existência de Deus. Esse tipo de racionalidade acaba por afastar o homem do seu Criador, pois Ele só pode ser compreendido através da fé.

Como dizia Kierkegarrd, filósofo existencialista protestante: “a fé é um salto no escuro”, ou seja, os desígnios da fé não podem ser plenamente compreendidos pela razão; há situações nas quais o ser humano deve primeiramente crer, para depois, se possível, compreender.

Na vida cristã, é muito clara a supremacia da fé em relação à razão e devemos lembrar que existem dois tipos de fé: a natural e a sobrenatural. A primeira funciona em nós semelhantemente aos nossos cinco sentidos. Ela é o agente estimulante que faz o agricultor plantar as sementes na certeza de uma farta colheita. Sem ela, não poderíamos nem ao menos andar, pois não teríamos a certeza de que nossas pernas suportariam o nosso próprio peso e se moveriam sem que os pés escorregassem no chão.

A fé sobrenatural, apesar de ser um estágio da primeira, é muito diferente dela, pois não atua em função das circunstâncias e só se desenvolve em um mundo totalmente espiritual, não podendo ser analisada do ponto de vista humano e natural. As atitudes do Senhor Jesus durante o Seu ministério terreno são os maiores exemplos disso: todos os Seus milagres e até mesmo as palavras expressavam a realidade dessa fé. Podemos até dizer que Ele era a própria encarnação da fé sobrenatural.

“Respondeu-lhes Jesus: tende fé em Deus. Em verdade vos digo q eu qualquer que disser a este monte: ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, assim lhe será feito. Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que o recebereis e tê-lo-eis”. (Mateus 11.22-24).

Podemos, portanto, definir de uma forma bem simples a fé sobrenatural: ela é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem. (Hebreus 11.1).

O Senhor Jesus, entretanto, embora muitos ignorem esse fato, não desprezou a razão, conforme podemos ver no texto de Mateus 22:9, onde o Mestre menciona dois tipos de conhecimento: o das Sagradas Escrituras, claramente identificado com a racionalidade, e o poder de Deus, ou seja, o aspecto espiritual e transcendente que faz com que o ser humano tenha uma espécie diferente de conhecimento de Deus.

“Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. (Mateus 22:29).

“E não vos conformeis a este mundo, mas transforma-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Romanos 12:2).

Muitas vezes as circunstâncias adversas pelas quais uma pessoa pode estar passando apontam para a inexistência de uma solução; tudo ao seu redor parece comprovar que para ela não há mais saída. Pode ser o caso, por exemplo, de uma doença dita incurável pela medicina. A razão, especificamente falando, funcionará como se fosse uma barreira para essa pessoa.

É, no entanto, justamente em momentos como esse e em muitos outros que surgem na nossa vida que precisamos abandonar a razão e viver pela fé. Por mais que as circunstâncias sejam desfavoráveis, precisamos ter a certeza de que em breve a resposta de Deus virá e apagará completamente da nossa memória os dias de dor, sofrimento e angústia.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A dúvida

Fé, entre outras coisas é certeza ou prova das coisas que não se vêem (Hebreus 11.1). Ora, se é certeza então a dúvida vem a ser um dos maiores oponentes. De fato, uma das grandes preocupações do Senhor Jesus ao ensinar os Seus discípulos era libertá-los da dúvida: “Jesus, porém, respondeu-lhes: “em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se a este monte disserdes: ergue-te e lança-te no mar, isso será feito”. (Mateus 21.21)

Neste texto bíblico, o Senhor Jesus deixa muito claro que em muitas vezes o impedimento para que um milagre possa acontecer não é simplesmente a falta de fé, mas que é possível a dúvida coexistir com a fé.

Ao ouvir a Palavra de Deus, a pessoa fica cheia de fé como acontece quando está no ambiente da igreja, em que a atmosfera espiritual é propícia, pois ali todos estão buscando a presença de Deus; o pastor anuncia a Palavra, os testemunhos confirmam os milagres e podem-se ver pessoas sendo libertadas ali na hora. Entretanto, mesmo ainda possuída dessa fé, na hora de buscar a sua bênção, o diabo atua no coração da pessoa e esta dá lugar à dúvida. Fica pensando: será que vai acontecer comigo? E se for da vontade de Deus que tudo continue como está? Será que Deus realmente pode fazer isso em minha vida? É isso mesmo que a Bíblia diz? A Bíblia é mesmo a Palavra de Deus?

Nessa condição não pode receber a bênção, pois esta, mesmo que Deus transgrida a Sua Palavra, motivado pelo amor e pela misericórdia, não vai lhe acrescentar nada. Digamos que Ele não atente para a dúvida da pessoa e conceda-lhe, por exemplo, a cura para uma enfermidade. É capaz até mesmo dessa pessoa não acreditar que ficou curada ou atribuir essa cura a outros fatores, de acordo com a sua cultura e seus envolvimentos. De que vai lhe adiantar uma cura?

Outras doenças ou problemas surgirão e essa pessoa continuará na mesma situação. Deus não abençoa alguém simplesmente por abençoar. Ele deseja que esta se torne uma nova criatura em todas as áreas da sua vida. Veja o que diz Tiago sobre isso: “... pois o que duvida é semelhante à onda do mar impelida e agitada pelo vento”. (Tiago 1.6).

A Palavra de Deus recomenda que vivamos da fé: “Porque no evangelho é revelada de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: mas o justo viverá da fé”. (Romanos 1.17). Viver da fé, ou pela fé, significa confiar inteiramente em Deus e na Sua Palavra para todos os propósitos da vida.

Assim, se alguém crê que Deus atua na sua vida, se torna uma pessoa intrépida, corajosa, valente e não tem o que temer. Por causa da polêmica causada pelos judaizantes que se diziam cristãos, mas exigiam que os convertidos ao Senhor Jesus continuassem obedecendo leis que proibiam certos alimentos, o apóstolo Paulo, exortando os cristãos de Roma quanto ao que deveriam ou não comer, afirmou: Mas aquele que tem dúvida, se come, está condenado, porque o que faz não provém da fé: e tudo o que não provém da fé é pecado”. (Romanos 14.23).

Veja como é interessante essa afirmação: “tudo o que não provém da fé é pecado...”.

É claro que a aplicação dessas palavras se dá em termos gerais, e quer dizer que tudo o que não é feito com convicção, com certeza deixa dúvidas, insegurança e preocupação e é pecado. Do ponto de vista cristão significa que todas as coisas devem ser feitas com total confiança em Deus, na certeza de que Sua vontade se cumprirá, haja o que houver.

Dessa forma, se a dúvida é um grande inimigo até mesmo da fé natural, o que dizer da fé espiritual, prática, da verdadeira fé? Daí a preocupação e o conselho de Judas, irmão de Jesus.

“E apiedai-vos de alguns que estão na dúvida...” (Judas 1.22).

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A incredulidade

Todo cristão sabe que sem fé é impossível agradar a Deus e que as bênçãos só podem ser recebidas pela fé. Entretanto, muita gente se pergunta o porquê de não conseguir ter fé suficiente para ser curada, abençoada, ou até mesmo para se dedicar com mais afinco à obra de Deus. Acontece que existem os inimigos da fé, sentimentos ou atitudes que cooperam para que a pessoa não creia no que diz a Palavra de Deus e nem obtenha a certeza daquilo que espera.

Dar atenção ou ser influenciado por esses inimigos é tudo o que o diabo deseja do cristão. Não podendo destruir-nos, o inimigo da nossa alma procura minar a confiança de tal maneira que o cristão venha transformar sua vida em uma mera adesão formal, intelectual ou subjetiva ao cristianismo. A fé verdadeira, concreta, prática e que conduz à vitória, fica assim completamente ausente da vida das pessoas e igrejas, as quais passam a viver apenas de palavras bonitas e reuniões eclesiásticas vazias, que não levam a lugar nenhum.

A incredulidade é a maior inimiga da fé. É a sua oposição. Se a fé é “o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem”. (Hebreus 11.1), a incredulidade é o contrário, a falta de fundamento para se esperar alguma coisa e a ausência total de elementos para se acreditar no que não se está vendo.

São muitas as razões que levam uma pessoa a ser incrédula: ausência de formação religiosa, religiosidade distorcida, decepções com a igreja, formação escolar e acadêmica ateístas, interpretação materialista da vida e, é claro, a ação estratégica do diabo, que deseja cada vez mais ver o ser humano afastado do seu Criador, são algumas delas. É bom saber, entretanto, que ninguém nasce incrédulo.

Na realidade, o ser humano sente a necessidade de Deus. Estudos antropológicos mostram que em todas as tribos primitivas há indícios da prática da religião ou da busca de uma divindade. Pode-se dizer que a alma humana, em qualquer condição, tempo ou parte do mundo anseia por Deus.

A fé é uma atitude bilateral. De um lado é concedida por Deus, vem d’Ele, e de outro é recebida pelo ser humano de acordo com sua vontade “porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2.8). “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17). Daí a necessidade de a igreja anunciar a Palavra do Senhor Jesus. É por isso que aqueles que são chamados para fazer a obra de Deus se empenham de corpo, alma e espírito e oferecem ao Senhor os seus sacrifícios, de modo a contribuírem para que outras pessoas também sejam salvas.

Ninguém pode dizer que não tem “vocação” para ser cristão, como muitos fazem, para se desculpar por não aceitar o Senhor Jesus Cristo e confiar n’Ele. Desde o momento em que ouve a Palavra, a pessoa deve abrir o seu coração e deixar essa Palavra agir na sua mente, no seu interior, a fim de que a possa crer. Os grandes aliados da incredulidade são a indiferença, o conformismo e a falta de motivações, por isso a Igreja não pode ser tradicionalista, fria, burocrática, não pode ser transformada apenas em uma espécie de clube de serviços, como acontece com muitas. Ela deve ser viva, dinâmica e impulsionada pelo Espírito Santo para sacudir a pessoa, anunciando-lhe a verdadeira vida, abrindo seus olhos para que o Senhor Jesus quer fazer com ela dando-lhe condições para servi-Lo e fazer a Sua obra.

Diferentemente do que muita gente pensa, incredulidade não é a mesma coisa que impiedade. Muitos cristãos rotulam de ímpios aqueles que não são membros das suas igrejas ou que ainda não confessaram aceitar ao Senhor Jesus como Senhor e Salvador. O incrédulo é aquele que não acredita nas promessas da Palavra de Deus por vários motivos, dentre eles os que já foram citados; o ímpio, por sua vez, é aquele que é propositadamente incrédulo e herege, que além de não crer, se posiciona contra aqueles que crêem.

“Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor Jesus Cristo” (Judas1.4).

A incredulidade é um grande inimigo da fé, entretanto não basta crer par ser um cristão. Muitos crêem em muitas coisas. Há necessidade de crer no nome do Senhor Jesus Cristo, ou seja, que Ele é Deus e faz o que promete na Sua Palavra, cheio de amor, a chave que abre todas as portas, inclusive a do coração, para que Deus possa entrar:

“Ora, o seu mandamento é esse, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou” (João 3.23).

quarta-feira, 23 de março de 2011

Os inimigos da Fé: O sentimento de “amor”

Pode parecer estranho considerar o amor um inimigo da fé. Quando se fala de amor, entretanto, é necessário cuidado para distinguir que tipo de sentimento ou sentimentos estão sendo relacionados. No novo Testamento, por exemplo, três palavras básicas são utilizadas para se referir ao amor: eros, fileo e ágape. A primeira diz respeito ao amor sensual; a segunda, ao amor fraterno e solidário e a terceira ao amor como dom de Deus, completo e eterno.

Na língua portuguesa não há um vocábulo específico para cada uma das situações referentes aos três tipos de amor. Assim, quando falamos em amor, precisamos explicar exatamente o que estamos querendo dizer. De um modo geral, associamos esse sentimento ao querer bem, gostar, apaixonar-se, ter afinidade ou desejar algo ou alguém. É nesse sentido genérico que nos referimos ao amor, mas, por essa falta de especificação, pode confundir os incautos e vir a ser um inimigo da fé.

Em nome do “amor” muitas pessoas se acham no direito de desobedecer a palavra de Deus no que se refere ao cumprimento dos mandamentos e princípios e à manutenção dos valores bíblicos e cristãos. Dizem que se o Senhor as ama, então não estão obrigadas a nada e por outro lado são automaticamente perdoadas de qualquer erro ou mal que tenham praticado.

Outras afirmam que Deus jamais condenará alguém ao inferno ou exercerá qualquer forma de punição para com Seus filhos. O argumento é que o amor de Deus suplanta tudo e perdoa todas as coisas.

Há casos em que as pessoas substituem a fé no Senhor Jesus Cristo para servi-Lo “pelo amor”. Pensam que praticando a caridade (outro nome dado para amor) podem agradar a Deus e se tornarem merecedoras da salvação eterna e de todos os bens que o Altíssimo possa conceder.

Assim, a “religião do amor” tem substituído a prática da fé. Esta sim, a verdadeira expressão que caracteriza a relação entre homem e o Criador.

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam”. (Hebreus 11.6).

É claro que o amor, na sua expressão mais pura, ágape, vem de Deus, que Se apresenta ao ser humano como sendo o próprio amor:

“Aquele que não ama não conhece a Deus: porque Deus é amor”. (I João 4.8).

O amor mal interpretado, todavia, pode anular os princípios mais elementares da fé cristã, como a obediência, o sacrifício, a renúncia, a determinação e a santificação. Esta última, por exemplo, exige a disposição constante de lutar diurnamente e contra todas as forças do diabo a fim de se considerar digno diante de Deus.

É necessários muita luta e esforço para que a pessoa abandone pecados e hábitos antigos ligados à sua velha natureza. É uma luta feroz contra si mesmo, contra o mundo e contra o diabo. Segue-se a isso a determinação de renunciar aos prazeres e desejos, até mesmo naturais, a fim de se dedicar ao serviço cristão. Essas coisas não são fáceis de serem colocadas em prática e envolvem a luta diária contra as potestades e as forças do mal.

O perigo é que muita gente se esquece que a vida é uma guerra de muitas batalhas e fica confiando em uma espécie de amor divino no qual todas as coisas venham “cair do céu”, doadas milagrosa e maravilhosamente por Deus por causa do Seu excelso amor.

Muitas vezes ainda o amor, para algumas pessoas, comporta ciúmes, soberba, inveja, vanglória, interesses pessoais, suspeitas e maus pensamentos, dentre outras coisas. É como se tudo fosse válido em nome do amor. Existe até um adágio popular que se refere especificamente a isso: “no amor e na guerra, vale tudo”, é o que se costuma dizer no mundo. Mas, a Palavra de Deus nos traz a verdadeira receita do amor verdadeiro em 1ª Coríntios 13.1-8.

terça-feira, 22 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A autoconfiança/auto-suficiência

O mundo moderno glorifica a autoconfiança. Psicólogos, pedagogos, desportistas e administradores são unânimes em afirmar que o segredo para viver bem ou ter sucesso nos negócios é a confiança em si mesmo.


O ser humano, nestes tempos de pós-modernidade, mais do que em qualquer outro, tem aprendido a ser o centro do universo, o eixo ao redor do qual se movem todas as coisas. As ciências humanas o apresentam como sendo capaz de resolver, por si só, todos os problemas e superar todas as dificuldades.

A criatividade e a capacidade do ser humano em superar crises colocam-no no nível de um deus, para o qual não há limites. As fitas de auto-ajuda, auto-crescimento e de assuntos similares, dão a impressão de que o homem, finalmente, se descobriu e não necessita mais de Deus.

A Palavra de Deus diz que o destino dos que confiam em si mesmos é o inferno (Seol, em hebraico). O fato de se satisfazerem nas suas próprias palavras leva os homens a caminharem como ovelhas para a perdição eterna: “Este é o destino dos que confiam em si mesmos: o fim dos que satisfazem com as suas próprias palavras... Como ovelhas são arrebanhados ao Seol: a morte os pastoreia: ao romper do dia os retos terão domínio sobre eles; e a sua formosura se consumirá no Seol, que lhes será por habitação”. (Salmo 49.13,14).

O grande problema de confiar em si mesmo é que essa atitude produz o egocentrismo, oculto à própria personalidade, a vaidade e o orgulho, dentre outras atitudes negativas. Entretanto, o mais condenável nisso tudo é que confiando em si mesmo, o ser humano deixa de confiar em Deus, daí o salmista dizer que a pessoa que age assim está condenada ao inferno, onde a sua formosura se consumirá.

A pessoa que conhece a Palavra de Deus sabe que somente n’Ele se pode confiar. O cristão só tem esperanças de vencer as suas batalhas e conquistar os seus objetivos quando, em primeiro lugar, está alicerçado na fé no Senhor Jesus. Sua confiança reside unicamente na força que vem de Deus: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção no nome do Senhor nosso Deus”. (Salmo 20.7).

A autoconfiança é inimiga da fé na medida em que induz as pessoas a confiarem em si mesmas para conseguir coisas e solucionar problemas fora de suas possibilidades. Frustração, depressão e decepção são resultados comuns que muitas vezes levam as pessoas a extremos que podem chegar ao suicídio.

Por outro lado, o afastamento de Deus é inevitável. Pessoas auto-suficientes e que teimam em confiar nelas mesmas não sentem necessidade de Deus. Assim sendo, não o procuram ou se afastam d’Ele, dando oportunidade a que o diabo possa entrar nas suas vidas e fazer o estrago de que falou o Senhor Jesus em João 10.10: “O ladrão não vem se não para roubar, matar e destruir...”.

O cristão deve confiar em Deus e somente n’Ele, porque sabe muito bem que o ser humano, por melhor que seja, é falho e limitado, e que só Deus, autor de toda criatura, merece, pela Sua força, poder e amor, a sua confiança.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Os inimigos da Fé: A ansiedade

A ansiedade é uma das maiores inimigas do ser humano e especialmente dos cristãos. Porque se nós temos que viver pela fé para conquistarmos as bênçãos de Deus, a ansiedade bloqueia a fé e, conseqüentemente, somos impedidos de conquistar os benefícios dela.

Muitas são as pessoas que recebem o Reino de Deus com alegria, se batizam, resolvem seguir ao Senhor Jesus, mas logo em seguida se deixam levar pela ansiedade e começam a buscar os valores deste mundo em primeiro lugar, deixando assim que os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas falem mais alto e ,desta forma, a fé fica neutralizada.

A ansiedade leva a pessoa a tomar atitudes precipitadas. Tem muita gente que vive ansiosa para casar e este sentimento tem levado muitos a fazerem um péssimo casamento, trazendo assim muito sofrimento para sua vida. Outros vivem na ansiedade de alcançar um conforto material, outros vivem na ansiedade de salvar os seus familiares, outros de ter seu próprio negócio, há até quem viva na ansiedade de receber o Espírito Santo, e essa ansiedade é que tem impedido o fluir do Espírito na vida da pessoa. Como podemos ver a ansiedade é uma das maiores inimigas da fé.

Em Mateus 6:25-33 o Senhor Jesus disse: “... Por isso vos digo, não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber, nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir... Observai as aves do céu, elas não semeiam nem colhem, nem ajuntam em celeiros, contudo vosso Pai Celeste as sustenta, não valeis vós mais do que as aves? Isso é como pérolas para nós... homem de pequena fé. Buscai pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

O Senhor aqui fala com muita clareza sobre a ansiedade e diz que ela é uma atitude derivada de uma fraq ueza de fé, ele chama a pessoa que vive desta maneira de: “homem de pequena fé”. O medo de não conquistar tem levado muita gente a tomar atitudes precipitadas e são muitas as pessoas por aí que estão vivendo um inferno porque na primeira oportunidade que tiveram de se casar se agarraram com todas as forças, porque tinham medo de ficarem sozinhas, e, diga-se de passagem, esta oportunidade foi diabólica, porque o diabo sabe quando nós estamos ansiosos e ele sugere sempre o caminho mais fácil, ele nos tenta exatamente na nossa fraqueza, foi assim com o Senhor Jesus, que depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites teve fome, o diabo conhecendo a sua necessidade, a sua fraqueza, veio logo sugerir que ele transformasse as pedras em pães e comesse, aparentemente foi uma boa sugestão, o problema estaria resolvido, esse na verdade era o caminho mais fácil, porém normalmente o caminho mais fácil não é o melhor, o caminho das facilidades não é o de Deus.

E são muitas as pessoas que tem se dado mal, porque querem encontrar facilidades, estão em busca de facilidades, não querem se esforçar, não querem fazer nenhum sacrifício, e é por isso que tem muita gente sofrendo, muitas famílias destruídas, casais separados, tudo porque a pessoa não soube lutar, não soube esperar em Deus, quis uma solução imediata, a ansiedade era tão grande para resolver o seu problema, que acabou optando pelo caminho mais fácil que foi a separação e ver se encontrava outra pessoa que fosse diferente, que fosse melhor que a sua esposa ou o seu marido, quando na verdade não existe pessoa perfeita, todos tem os seus defeitos, e as vezes por causa de algum comportamento que a pessoa considera um defeito, ela se separa e vai viver com outra que não tem aqueles defeitos, porém, tem outros até piores. Portanto, o caminho é nós lutarmos e não nos deixarmos esmorecer diante das dificuldades. É preciso viver pela fé. Somente assim viveremos melhor e teremos nossos problemas resolvidos.

Deus prometeu a Davi o Reino de Israel, porém ele não se apressou para tomar posse dele, esperou o tempo necessário, ele o tomou na força do seu braço, mas não ousou levantar a mão contra o rei Saul, mesmo sabendo que este estava caído, ele esperou em Deus porque confiava, e quem confia não corre, não se apressa, espera. Muita gente desconhece o fato de que nós vivemos numa guerra constante contra o diabo e temos de estar sempre atentos para não vivermos inquietos e não cairmos nas ciladas dele.

domingo, 20 de março de 2011

Os inimigos da Fé: o Pecado

A palavra pecado significa, dentre outras coisas, “errar o alvo”. A referência se dá ao afastamento do homem em relação a Deus. Tudo o que a pessoa faz que não agrade a Deus ou que entristece o Espírito Santo, é, portanto, pecado. A vida em pecado significa, conseqüentemente, uma vida na qual as atitudes da pessoa não agradam a Deus.

De acordo com a Bíblia, não há pessoa alguma no mundo que esteja livre do pecado. “Por quê? Somos melhores do que eles? De maneira nenhuma, pois já demonstramos que tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado” (Romanos 3.9).

Podemos, pelo que diz a Palavra, afirmar que existem pelo menos dois tipos de pecadores: aqueles que pecam habitualmente, ou seja, que têm o pecado como prática ou hábito natural das suas vidas, “... replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado”. (João 8.34), e aqueles que pecam eventualmente, por falha ou descuido, mas que têm a vida redimida e tudo fazem para não pecar. “Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente: porque a semente de Deus permanece nele e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus”. (João 3.9).

Existem os pecadores remidos, ou seja, aqueles que aceitaram o Senhor Jesus como o seu Salvador, nasceram de novo e se tornaram novas criaturas. “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados: e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38).

Todos, entretanto, são pecadores no sentido de desagradar a Deus ora habitualmente, ora eventualmente. O pecado se torna então um grande inimigo da fé, pois mesmo que se tenha a perspectiva do seu perdão ao cometê-lo, a pessoa se afasta da comunhão com o Seu Criador e, naturalmente, se desabilita para receber as bênçãos advindas d’Ele. Veja o que diz o apóstolo João em relação a isso: “... sabemos que Deus não ouve pecadores: mas se alguém for temente a Deus, e fizer a sua vontade, a esse ele ouve”. (João 9.31). Primeiramente vemos que Deus não ouve a pecadores... Isso é muito forte! Não é assim que a maioria das pessoas pensa? O que ouvimos por aí é que sendo Deus amor, ele perdoa a todo mundo, mas o que a Palavra de Deus afirma é que se o pecado afasta o homem de Deus, então Este não o ouve. De nada adianta a pessoa orar, clamar, buscar, ou ficar esperando pela misericórdia de Deus, se está vivendo demoradamente em pecado.

Entretanto, esse mesmo Deus que não ouve a pecadores, está pronto para ouvir aqueles que são tementes a ele e fazem a sua vontade. Para estes, o pecado se torna um fator de esquecimento, até mesmo porque, pela aceitação do Senhor Jesus, lhes foram perdoados. “A ele todos os profetas dão testemunho de que todo o que nele crê receberá a remissão dos pecados pelo seu nome”. (Atos 10.43).

O pecado é inimigo da fé porque é impossível a alguém viver pecando e ao mesmo tempo exercer a fé ou para ser abençoado ou para abençoar outras pessoas. Deus, que é Santo, não pode compartilhar Sua santidade com a pecaminosidade humana. Mesmo sendo amor, Deus rejeita, pela Sua própria natureza, o ato pecaminoso. É por isso que a Sua Palavra é radical quando indica que não herdarão o Seu reino: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus”. (1ª Coríntios 6.9:10).

Só existe um meio disponível ao ser humano para se livrar do pecado e se colocar em condições de, pela fé, alcançar as bênçãos de Deus: crer no Senhor Jesus Cristo: “Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados: porque, se não crerdes que sou, morrereis em vossos pecados”. (João 8.24).

Quem aceita o Senhor Jesus pára de receber o salário do pecado que é a morte e passa a receber o dom gratuito de Deus, ou seja, as bênçãos espirituais, as quais se recebem pela fé no Senhor Jesus.

Essas bênçãos culminam com a vida eterna, a salvação total e completa, que se dará quando o Senhor vier buscar a Sua Igreja ou quando o cristão for se encontrar nas mansões celestiais com Seus Salvador.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 6.23).

Mensagens e Estudos de Fé

Olá amigo(a) leitor(a)! A partir desta postagem estarei disponibilizando, aqui no blog, estudos e mensagens de fé que fazem parte da minha caminhada cristã na Igreja Universal do Reino de Deus, com o intuito de que nos edifiquemos reciprocamente na fé e no desenvolvimento da salvação.

Um forte abraço!

Deus os abençoe.